| REGRAS - (Ratificado pelo Congresso da FIJ de 8/9/2003, em Osaka – Japão). | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ARTIGO 1 – ÁREA DE COMPETIÇÃO A área de competição deverá ter as dimensões mínimas de 14m x 14m e máximas de 16m x 16m, devendo ser recoberta por tatames ou material similar aceitável, geralmente de cor verde. A área de competição deverá ser dividida em duas zonas; a demarcação entre estas duas zonas será chamada de “zona de perigo” e deverá ser indicada por uma área vermelha medindo aproximadamente um metro de largura, fazendo parte integrante da área de combate e paralela aos quatro lados da área de competição. A área interna, incluída a “zona de perigo”, será chamada de “área de combate” e terá sempre as dimensões mínimas de 8m x 8m e máximas de 10m x 10m. A área fora da “zona de perigo” será chamada de “zona de segurança” e terá uma largura de 3 metros. Uma fita adesiva azul e outra branca, com aproximadamente 10 cm de largura e 50 cm de comprimento, serão fixadas no centro da “zona de combate”, a uma distância de 4 metros uma da outra, para indicar as posições nas quais os competidores deverão iniciar e encerrar o combate. A fita azul ficará à direita do árbitro central e a branca à sua esquerda. A área de competição deverá ser montada sobre uma superfície flexível ou plataforma (ver apêndice). Quando duas ou mais áreas de competição contíguas forem utilizadas, será necessária uma “área de segurança” comum, medindo de 3 a 4m de largura. Uma zona livre com um mínimo de 50 cm será necessária em torno da área de competição.
APÊNDICE - Artigo 1 – ÁREA DE COMPETIÇÃO Para os Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais, Continentais e eventos da FIJ, a área de combate, de modo geral, deverão ser de 8m x 8m.
TATAMES Em geral, medindo um metro por dois metros, fabricado de palha prensada ou, mais freqüentemente, de espuma prensada. Devem ser firmes à pisadas, tendo a propriedade de absorver choques durante as quedas (ukemis) e não poderão ser escorregadios, nem muito ásperos. Estas peças, que constituem a quadra de competição, devem ser alinhadas, sem espaços entre si, em superfície lisa e afixada de forma que não possam separar-se.
PLATAFORMA A plataforma é opcional e deverá ser construída de madeira sólida e apresentar determinada flexibilidade, nas dimensões aproximadas de 18m de cada lado com a altura nunca excedendo a 1 (um) metro (geralmente 50 cm ou menos é suficiente). Quando instalada uma plataforma, é recomendado que a “zona de segurança” tenha 4m de largura em torno de toda a “zona de competição”.
ARTIGO 2 – EQUIPAMENTOS a) Bandeiras (Árbitros) Uma bandeira azul e outra branca para o árbitro usar em situações de Hantei em combates de “Técnica de Ouro” (golden scorre), estarão disponíveis próximas à área de combate (por exemplo: na mesa dos oficiais técnicos). b) Cadeiras e bandeiras (Laterais) Duas cadeiras leves devem ser colocadas na “área de segurança”, em cantos diagonalmente opostos da “área de combate”, em posição tal que não obstrua a visão do placar dos árbitros, oficiais de mesa e membros da comissão. Uma bandeira azul e uma branca serão colocadas em um suporte afixado em cada cadeira. c) Placar Em cada área de combate haverá dois placares, indicando a pontuação horizontalmente; não excedendo a 90 cm de altura e 2m de largura, situados fora da quadra de competição, onde possam ser facilmente visualizados pelos árbitros, membros da comissão, oficiais e espectadores. As penalidades devem ser imediatamente convertidas em pontos e registradas nos placares. No entanto, os placares deverão ser fabricados com dispositivo que registre as penalidades recebidas pelos competidores (ver apêndice – exemplo). Sempre que forem usados placares eletrônicos, os placares manuais deverão estar disponíveis para uso em caso necessário. d) cronômetros Serão necessários os seguintes cronômetros:
Sempre que forem utilizados cronômetros eletrônicos, cronômetros manuais também devem ser usados como controle e reserva (ver apêndice). e) Bandeiras (Cronometristas) Os cronometristas devem usar as seguintes bandeiras:
Não será necessário usar as bandeiras amarela e verde quando funcione um placar eletrônico indicando a duração do combate e do ossaekomi. No entanto, estas bandeiras deverão permanecer disponíveis, em reserva. f) Sinais de fim de tempo Haverá uma campainha ou dispositivo similar audível para indicar ao árbitro central o final do tempo concedido para o combate. g) Judogis azul e branco O competidor usará um Judogi azul ou branco. (o primeiro competidor a ser chamado usará o judogi azul, enquanto o segundo usará o branco).
APÊNDICE - Artigo 2 – EQUIPAMENTO Posição dos Anotadores/Registradores/Cronometristas Os anotadores, registradores e cronometristas devem ficar de frente para o árbitro central. Distância dos espectadores Em geral, os espectadores não devem ser admitidos à distância inferiores a 3 metros da área de competição (ou plataforma). Cronômetros e placares Os cronômetros devem estar acessíveis às pessoas responsáveis para manter sua precisão, devendo ser testados, regularmente, para aferir sua precisão antes e durante a competição. Os placares devem corresponder às exigências da FIJ e devem estar à disposição dos árbitros sempre que necessário. Os cronômetros manuais devem ser usados, simultaneamente, com o equipamento eletrônico, para o caso de falha neste último. Os placares manuais deverão estar disponíveis, em reserva.
PLACAR MANUAL
Exemplo: O azul marcou um waza-ari e também foi penalizado com dois shidos. O branco recebeu yuko, imediatamente como resultado dos dois shidos do azul.
ARTIGO 3 – UNIFORME DE JUDÔ (JUDOGI) Os competidores deverão usar judogi atendendo às seguintes condições: a) Tecido resistente em algodão ou material similar, em boas condições (sem remendos ou rasgos). O material não deverá ser muito espesso ou duro de modo a impedir que o oponente possa fazer a pegada. b) De cor azul para o primeiro competidor chamada e branca ou quase branca para o segundo competidor chamado. c) Serão admitidas as seguintes aplicações: 1) Siglas olímpicas do país (nas costas do paletó). 2) Emblema Nacional (no peitoral esquerdo do paletó). Tamanho máximo de 100 centímetros quadrados. 3) Marca comercial do fabricante (na parte dianteira inferior do paletó e parte inferior dianteira da perna esquerda da calça e na extremidade da faixa) tamanho máximo de 20 centímetros quadrados. Será permitido colocar a marca registrada do fabricante em uma das mangas, porém, dentro da área de 25 cm x 5 cm, em lugar da parte dianteira inferior do paletó. Os representantes oficiais da FIJ estão autorizados a fixar o logotipo da FIJ por cima da sua marca registrada (justo ao lado). 4) Marca nos ombros (do colarinho, através dos ombros, descendo pelo braço de ambos os lados do paletó). Comprimento máximo de 25 cm e largura máxima de 5 cm (com a mesma publicidade em ambos os lados, em cores nacionais). 5) Publicidade nas mangas, um quadrado de 10 cm x 10 cm em cada manga (podem ser de publicidade distinta). Estes quadrados de 100 cm quadrados devem ser fixados em contato com as bandas promocionais de 25 cm x 5 cm (por baixo). 6) Indicação de medalhistas (1º, 2º 3º) nos Jogos Olímpicos ou Campeonatos Mundiais, em uma área de 06 cm por 10 cm, na parte inferior dianteira esquerda do paletó. 7) O nome do competidor ou abreviatura poderá ser colocado (impresso ou bordado) sobre as siglas olímpicas nacionais, na parte posterior do paletó, nunca de forma que possa impedir a pegada do adversário no paletó, pelas costas. O tamanho das letras será de um máximo de 7 cm de altura e o nome, no máximo, 30 cm de comprimento, devendo ficar situada a 3 cm por baixo do colarinho do paletó e nas costas, se fixará 4 cm por baixo desta área. NOTA: Nos eventos da FIJ e JJOO os nomes já vêm impressos nas costas, medindo 30 cm x 40 cm.
APÊNDICE - Artigo 3 – UNIFORME DE JUDO (JUDOGI) Se o judogi de um competidor não atender aos requisitos deste artigo, o árbitro central ordenará ao competidor que troque, com a maior brevidade possível, por outro judogi que cumpra com este artigo. Os técnicos levarão um judogi de reserva do competidor (junto a sua cadeira) à beira da área de combate. Para assegurar que as mangas do paletó do competidor sejam do tamanho exigido, o árbitro o fará levantar os braços totalmente estendidos à frente, ao nível dos ombros e verificará as medidas das mesmas.
Artigo 3 – Uniforme de Judô (Judogi) (continuação) d) O paletó será suficientemente longo devendo cobrir as coxas e, no mínimo, alcançar a altura dos punhos, estando os braços completamente estendidos nas laterais do corpo. O paletó será usado com o lado esquerdo cruzando sobre o direito, suficientemente folgado, para fazer um transpasse de, no mínimo, 20 cm ao nível da caixa torácica. As mangas do paletó deverão alcançar, no máximo, as articulações dos pulsos e, no mínimo, 5 cm acima dessas articulações. Uma folga de 10 a 15 cm deverá haver entre a manga e o braço (incluindo as bandagens) em toda a extensão do braço. A lapela e a gola do judogi devem ter um máximo de 1 cm de espessura e 5 cm de largura. e) As calças, livres de quaisquer marcações, deverão ser suficientemente longas, para cobrir as pernas atingindo, no máximo a articulação do tornozelo e no mínimo 5 cm da mesma articulação. Um espaço de 10 a 15 cm deverá existir entre a perna da calça e a perna do competidor (inclusive bandagens) ao longo de toda a extensão da perna da calça. f) Uma faixa resistente de 4 a 5 cm de largura, cuja cor corresponda à graduação do judoca deverá ser usada sobre o paletó, na altura da cintura e atada com um nó duplo suficientemente apertado para impedir que o paletó se solte e suficientemente longo para circundar a cintura e deixar 20 a 30 cm sobrando de cada lado do nó depois de amarrado. g) Competidoras deverão usar sob o paletó: 1) Uma camiseta branca ou quase branca com mangas curtas e comprimento suficiente para ser colocada por dentro da calça ou; 2) Um colant branco ou quase branco de mangas curtas.
ARTIGO 4º - HIGIENE a) O judogi deverá estar limpo, seco e sem odores desagradáveis. b) As unhas dos pés e das mãos devem estar aparadas e curtas. c) A higiene pessoal dos competidores deverem ser de alto nível. d) cabelos longos deverão ser presos de modo a não causar incômodo ao outro competidor.
APÊNDICE - Artigo 4 – HIGIENE A qualquer competidor que deixar de cumprir com os requisitos dos artigos 3º e 4º será negado o direito de participação no combate, devendo o seu oponente ser declarado vencedor por kiken-gachi, de acordo com a regra de “maioria de três” (ver artigo 28).
ARTIGO 5º - ÁRBITROS E OFICIAIS Geralmente, o combate será conduzido por um árbitro central e dois laterais, sob a supervisão da Comissão de Arbitragem. Os árbitros central e lateral serão assistidos pelos anotadores e cronometristas. O uniforme do árbitro será de acordo e segundo o regulamento estabelecido pela organização do evento.
APÊNDICE - Artigo 5 – ÁRBITROS E OFICIAIS Os cronometristas, anotadores, registradores, além de outros auxiliares técnicos, devem ter idade mínima de 21 anos, possuírem experiência de, no mínimo, 3 anos como árbitros nacionais e um bom conhecimento das regras de competição. O Comitê Organizador deve assegurar-se de que os mesmos tenham sido devidamente treinados antes de atuar. Haverá um mínimo de dois cronometristas: um para registro de tempo real de combate e um especializado em tempo de ossae-komi. Se possível deve haver uma terceira pessoa para supervisionar os dois cronometristas, de modo a evitar quaisquer erros devido a enganos ou esquecimentos. O Cronometristas de tempo regulamentar de combate aciona o cronômetro ao ouvir os anúncios de hajime ou yoshi e o interrompe ao ouvir os anúncios de mate ou sonomama. O Cronometristas de ossae-komi aciona o cronômetro ao ouvir ossae-komi e interrompe em sonomama; reinicia ao ouvir yoshi. Em qualquer momento que ouça o comando de toketa ou mate, pára o cronômetro e indica ao árbitro central o número de segundos transcorridos ou, ao expirar o tempo de ossae-komi (25 segundos não havendo nenhuma pontuação anterior ou, 20 segundos quando o competidor que está imobilizado tenha contra si um waza-ari ou o competidor que aplica a imobilização tenha obtido, previamente, um waza-ari ou o competidor que está imobilizado tenha sido penalizado com (3) shidos, indica o fim do combate mediante um sinal sonoro. O cronometrista de ossae-komi deverá erguer a bandeira verde, durante o combate, sempre que ative seu cronômetro ao ouvir os anúncios e ver os gestos de ossae-komi ou yoshi e baixará a bandeira quando parar seu cronômetro ao ouvir os comandos de toketa, mate ou sonomama, ou ao expirar o tempo de ossae-komi. O cronometrista de tempo regulamentar de luta levantará a bandeira amarela, sempre que haja parado o cronômetro ao ouvir o comando e visto o gesto de mate ou sonomama, e abaixará a bandeira quando voltar a acionar o cronômetro ao ouvir o comando de hajime ou yoshi. Expirado o tempo determinado para o combate, o cronometrista notificará imediatamente, ao árbitro central, por um sinal claramente audível (ver artigos 10, 11 e 12 do regulamento de competição). O registrador de placar deverá se certificar de que está completamente atualizado dos comandos e gestos atualmente usados para indicar o resultado do combate. Além das pessoas acima indicadas, deverá haver um anotador de súmulas, para registrar o desenvolvimento global dos combates. Se forem usados sistemas eletrônicos, o procedimento será o mesmo descrito acima. Não obstante, deverá assegurar-se de que os dispositivos de registros manuais estejam disponíveis.
ARTIGO 6º - POSIÇÃO E FUNÇÃO DO ÁRBITRO CENTRAL O árbitro central de modo geral, deverá permanecer na área de combate. Deverá dirigir o combate proferindo os resultados e certificando-se e que suas decisões sejam corretamente registradas no placar.
APÊNDICE – Artigo 6º - POSIÇÃO E FUNÇÃO DO ÁRBITRO CENTRAL O árbitro central deverá assegurar-se de que tudo está correto; por exemplo: área de combate, equipamentos, higiene, oficiais, etc. antes de iniciar o combate.
Ao anunciar uma opinião e efetuar o gesto apropriado, o árbitro central deve colocar pelo menos um árbitro lateral dentro de sua linha de visão, de modo a ficar imediatamente ciente a respeito de qualquer opinião discordante. No entanto, o árbitro central não deverá perder de vista os competidores em momento algum. Em situações tais como quando ambos os competidores estão em ne-waza e virados para fora, o árbitro central pode observar a ação a partir da área de segurança. Antes de arbitrar um combate, os árbitros devem familiarizar-se com o som da campainha ou do meio indicado para determinar o fim do combate da área em que forem atuar, assim como a situação do médico ou assistência médica. Quando assumirem o controle de uma área de combate, os árbitros devem assegurar-se de que a sua superfície esteja limpa e em boas condições, que não haja abertura entre os tatames, que as cadeiras dos árbitros laterais estejam em posições e que os competidores atendam ao disposto nos artigos 3º e 4º das regras de competição. Os árbitros devem se certificar de que não haja espectadores, torcedores ou fotógrafos em posições que possam incomodar ou provocar riscos de ferir os competidores.
ARTIGO 7º - POSIÇÃO E FUNÇÃO DOS ÁRBITROS LATERAIS Os árbitros laterais devem dar assistência ao árbitro central e estar sentados um frente ao outro, em ângulos opostos, fora da área de combate. Cada árbitro lateral deverá indicar sua opinião fazendo o gesto oficial apropriado, sempre que discordar do árbitro central, sobre uma pontuação ou penalidade anunciada. No caso do árbitro central anunciar uma pontuação superior à assinalada pelos árbitros laterais, para o resultado de uma técnica ou uma penalidade, deverá ajustar a sua pontuação à do árbitro lateral que haja indicado a mais alta pontuação. Sendo esta pontuação inferior à dos árbitros laterais, deverá ajustar a sua marcação aquele que haja assinalado a mais baixa marcação. Será mantida a pontuação do árbitro central, caso cada um dos árbitros laterais assinale uma pontuação mais alta e outra mais baixa que a assinalada pelo árbitro central. Quando os árbitros laterais assinalam opiniões diferentes do árbitro central e este não a perceba, os dois se colocarão de pé, mantendo seus gestos até que o árbitro central retifique sua decisão. Se depois de um tempo apreciável (alguns segundos) o árbitro central não perceba a posição de pé dos árbitros laterais, o que se encontrar mais próximo deve, imediatamente, aproximar-se do mesmo, informando-o da opinião majoritária. Os árbitros laterais devem, através do gesto apropriado, expressar suas opiniões quanto à validade de qualquer ação nos limites ou fora da área de combate. Qualquer discussão é possível e necessária, somente, se o árbitro central ou um dos laterais tiver, claramente, visto alguma ocorrência não observada pelos outros árbitros e que poderia modificar a decisão. Os árbitros laterais devem observar se as pontuações marcadas pelos registradores estão corretas e de acordo com as pontuações anunciadas pelo árbitro central. Quando um competidor tiver que se afastar, temporariamente, da área após iniciado o combate, por uma razão considerada necessária pelo árbitro central, um dos árbitros laterais deverá, obrigatoriamente, acompanhar o competidor, para que não ocorra qualquer anomalia. Esta autorização deverá ser concedida somente em circunstâncias excepcionais (exemplo: para mudar o judogi, em caso de não estar de conformidade com as regras).
APÊNDICE - Artigo 7º - POSIÇÃO E FUNÇÃO DOS ÁRBITROS LATERAIS Os árbitros central e lateral devem deixar a área de combate durante apresentações e esperas prolongadas na programação. O árbitro lateral deverá sentar-se em sua cadeira, fora da área de combate, com os pés afastados, colocando as palmas das mãos sobre o interior da suas coxas. Caso o árbitro lateral observar que o placar está incorreto, deve chamar a atenção do árbitro central para que este solicite a correção. O árbitro lateral deve ser rápido ao afastar-se com sua cadeira, no caso em que venha, em sua posição, oferecer perigo aos competidores. O árbitro lateral não deve antecipar-se à sinalização do central para dar uma pontuação. Em uma ação nos limites da área de combate, o árbitro lateral deve efetuar o gesto, imediatamente, para mostrar se a ação foi dentro (jonai) ou fora (jogai). Caso um competidor tenha que trocar qualquer parte do seu uniforme fora da quadra de competição e o árbitro lateral que o acompanharia não seja do mesmo sexo, um oficial designado pelo Diretor de Arbitragem substituirá o árbitro lateral e acompanhará o competidor. Se a sua área de combate não estiver em uso e houver um combate em andamento na área adjacente, o árbitro lateral deve remover sua cadeira se esta representar perigo para os competidores.
ARTIGO 8º - GESTOS a) Árbitro central O árbitro central fará os gestos abaixo indicados de acordo com as ações seguintes: 1) IPPON: Elevar o braço para o alto, com a palma da mão espalmada e voltada para frente, por cima da cabeça. 2) WAZA-ARI: Elevar um dos seus braços com a palma da mão voltada para baixo, lateralmente à altura do ombro. 3) WAZA-ARI-AWASETE-IPPON: Primeiro assinalar waza-ari e, depois, o gesto de ippon. 4) YUKO: Elevar um dos seus braços, lateralmente, com a palma da mão voltada para baixo, a 45 graus do seu corpo. 5) KOKA: Elevar um dos seus braços flexionado, com o polegar voltado para o ombro e o cotovelo ao lado do corpo. 6) OSSAE-KOMI: Estender um braço em direção aos competidores, com a mão voltada para baixo de frente aos competidores e inclinando-se em direção a eles. 7) TOKETA: Elevar uma mão para frente e agitar, rapidamente, da direita para a esquerda, duas ou três vezes com o tronco inclinado em direção aos competidores. 8) HIKI-WAKE: Deverá levantar uma de suas mãos para o alto e baixá-la na frente do seu corpo (com o dedo polegar para cima), mantendo-a nessa posição durante algum tempo. 9) MATE: Elevar uma mão na altura do ombro e com o braço elevado, paralelamente ao tatame, mostrará a palma da mão com os dedos para cima, em direção ao cronometrista. 10) SONO-MAMA: Inclinar-se para frente e tocar a ambos os competidores com as palmas das mãos. 11) YOSHI: Tocar firmemente ambos os competidores com as palmas das mãos, fazendo pressão sobre eles. 12) Para indicar a anulação de um resultado expresso: Repetir com uma das mãos o mesmo gesto, enquanto eleva a outra mão por cima e à frente da sua cabeça. Agitá-la da direita para a esquerda duas a três vezes. 13) HANTEI: Preparando-se para anunciar hantei, o árbitro central eleva ambos os braços à frente, num angula de 45 graus, com a bandeira correta em cada uma das mãos e pronunciando hantei eleva a bandeira bem alto acima de sua cabeça, para indicar sua opinião. 14) KACHI (Para indicar o vencedor do combate): Levantar uma das mãos espalmadas, na altura do ombro, na direção do vencedor. 15) Para indicar ao(s) competidor(es) que ajuste(m) o(s) judogi(s): Cruzar a mão esquerda sobre a direita, com as palmas viradas para dentro, à altura da faixa. 16) Para chamar o médico: Sinalizar com o braço estendido, a mão aberta virada para cima, em direção à mesa do médico, deslizando o braço na direção do competidor lesionado. 17) Para aplicar uma penalidade (shido, hansoku-make): Apontar na direção do competidor o dedo indicador estendido, com o punho fechado. 18) FALTA DE COMBATIVIDADE: Realizar o giro (molinete) dos antebraços, à altura do peito e, a seguir, indicar com o dedo indicador o competidor faltoso. 19) FALSO ATAQUE: Estender ambos os braços, horizontalmente, à frente, mãos fechadas e, a seguir, abaixar diretamente os braços. 20) PENALIDADE NA ZONA DE PERIGO: Apontar no sentido da zona de perigo, levantando a outra mão acima da cabeça, para frente com os dedos abertos e, em seguida, apontar na direção do competidor a ser penalizado.
APÊNDICE – Artigo 8º - GESTOS Quando não for claramente evidente, o árbitro central pode, depois do sinal oficial, indicar a marca azul ou branca (posição do início do combate) para indicar que o competidor conseguiu uma pontuação ou foi penalizado. Para indicar ao(s) competidor(es) que poderá(ao) sentar-se com as pernas cruzadas na posição de início de combate, no caso de ser necessária uma interrupção prolongada do combate, o árbitro deve indicar para a posição de início do combate, com a mão aberta, palma para cima. Os sinais de yuko e waza-ari devem começar com o braço cruzando o peito e para um lado, terminando na posição correta do gesto. Os sinais de koka, yuko e waza-ari devem ser mantidos, enquanto se realiza um pequeno giro corporal, a fim de assegurar que o resultado seja claramente visível para os árbitros laterais, mas têm que haver cuidado ao girar, para não perder de vista os competidores. O gesto de hikiwake se aplicará somente em competições por equipes. A situação e procedimento de hantei serão considerados somente se, ao finalizar o tempo de combate de “Técnica de ouro”, persistir o empate no marcador. Quando ambos os competidores devam receber uma penalidade, o árbitro central deve fazer o gesto apropriado e apontar alternadamente para ambos os competidores (dedo indicador esquerdo para o competidor à sua esquerda e dedo indicador direito para o competidor a sua direita). Quando um gesto tenha que ser retificado, se fará tão rapidamente quanto possível depois de realizado o gesto de anulação. Não deve ser anunciada verbalmente pontuação/penalidade que se anula. Todos os gestos devem ser mantidos de 3 a 5 segundos. Para indicar o vencedor, o árbitro central retornará a sua posição de início do combate, dará um passo à frente, enquanto indica o vencedor, depois dará um passo para trás.
ARTIGO 8º - GESTOS (continuação) b) Árbitros laterais 1) JONAI: Para indicar que um competidor ao executar uma técnica de projeção permaneceu dentro da área de combate, o árbitro lateral elevará uma das suas mãos para cima e abaixará na altura do ombro, com o polegar para cima e com o braço estendido ao longo da linha demarcatória da área de combate, permanecendo assim alguns instantes. 2) JOGAI: Para indicar que, em sua opinião, um dos competidores está fora da área de combate, o árbitro lateral elevará uma das suas mãos na direção da linha demarcatória da área de combate e a agitará da direita para a esquerda ou vice-versa, vária vezes. 3) Para indicar que, em sua opinião, um resultado/penalidade ou marcação dada pelo árbitro central, de acordo com o artigo 8º - (a) não é válido, o árbitro lateral elevará a mão por cima de sua cabeça e agitará da direita para a esquerda duas ou três vezes. 4) Para indicar que sua opinião difere da do árbitro central o(s) árbitro(s) lateral (is) fará (ão) um dos sinais do artigo 8º - (a). 5) Em situação de hantei, os árbitros laterais devem segurar as bandeirinhas com as mãos apropriadas. Ao comando de hantei, dado pelo árbitro central, os árbitros laterais levantarão, imediatamente, a bandeirinha branca ou azul, acima de suas cabeças, a fim de indicar qual competidor consideram merecer a decisão. 6) Durante o ne-waza, caso os árbitros laterais queiram que o árbitro central comande mate (por exemplo: não está havendo progresso na luta), devem sinalizar levantando as mãos à altura dos ombros, com as palmas viradas para cima.
ARTIGO 9º - LOCALIZAÇÃO (áreas válidas) O combate será disputado na área de combate. Qualquer técnica aplicada quando um ou ambos os competidores estiverem fora da área de combate, não será reconhecida; ou seja, caso um competidor tenha um de seus pés mãos ou joelhos, fora da área de combate estando de pé ou mais da metade de seu corpo fora da área de combate quando esteja aplicando um sutemi-waza, será considerado como se estivesse fora da área de combate. EXCEÇÕES: a) Quando um competidor projetar seu oponente fora da área de combate, mas permanecer dentro da área de combate o tempo suficiente para que a efetividade da técnica transpareça claramente, a técnica será válida. b) Quando uma projeção for iniciada com ambos os competidores na área de combate, porém, durante a ação, o competidor que está sendo projetado sai da área de combate, a ação poderá ser avaliada, caso não haja interrupção nas ações de projeção e o competidor que executa a projeção se mantenha dentro da área de combate o tempo suficiente para que possa ser constatada a eficiência da ação. c) Em ne-waza a ação é válida e pode ter continuidade, enquanto pelo menos um dos competidores tenha alguma parte de seu corpo tocando a área de combate. d) Durante a realização de um ataque, tal como ouchi-gari, ou kouchi-gari, em que o pé ou a perna do atacante sai da área de combate e se desloca sobre o solo da área de segurança, a ação deve ser considerada válida, para efeito de pontuação, desde que o atacante não apóie o pé ou a perna que estiver fora da área de competição.
APÊNDICE - Artigo 9º - LOCALIZAÇÃO (áreas válidas) Ocorrendo um ossae-komi nos limites da área de combate, caso parte do competidor que ainda está tocando na área de combate perder este contato (por exemplo: é levantado e perde o contato com o tatame) o árbitro deve anunciar mate. Como a zona vermelha de perigo, que delimita a área de combate da área de segurança, está nos limites da área de combate, todo competidor cujos pés estejam ainda tocando a zona vermelha de perigo, em posição de pé, será considerado como estando no interior da área de combate. Quando se executa um sutemi-waza, a projeção é considerada válida se quem projeta tem a metade ou mais do seu corpo dentro da área de combate. (Por isso nenhum dos pés de quem projeta deve sair da área de combate, antes que suas costas ou quadris toquem o tatame). Uma vez iniciado o combate, os competidores só podem sair da quadra de competição se o árbitro central lhes der autorização para isso. A permissão somente será dada em circunstâncias muito especiais, como a necessidade de trocar o judogi, que não atenda ao artigo 3º ou que esteja rasgada ou suja.
ARTIGO 10º - DURAÇÃO DO COMBATE Para os Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos, a duração dos combates é a seguinte:
Qualquer competidor tem direito a um período de 10 minutos de descanso entre um e outro combate.
APÊNDICE - Artigo 10º - DURAÇÃO DO COMBATE O tempo de duração dos combates e o sistema de competição serão determinados segundo as regras do torneio determinadas pela organização. O árbitro central deverá estar informado da duração dos combates antes de subir na área de competição.
ARTIGO 11º - TEMPO MORTO O tempo decorrido entre o anúncio de mate e hajime e entre sonomama e yoshi pelo árbitro central não será contado como parte da duração do combate.
ARTIGO 12º - SINAL DE FIM DE TEMPO O final de tempo regulamentar de combate deverá ser indicado ao árbitro central pelo toque de uma campainha ou por outro sinal audível similar.
APÊNDICE - Artigo 12º - SINAL DE FIM DE TEMPO Quando são usadas várias áreas de competição ao mesmo tempo, recomenda-se o uso de distintos dispositivos auditivos. O sinal de fim de tempo deve ser suficientemente audível para ser ouvido acima do ruído promovido pelos espectadores.
ARTIGO 13º - TEMPO DE OSSAE-KOMI IPPON: um total de 25 segundos. WAZA-ARI: 20 segundos ou mais, porém menos de 25 segundos. YUKO: 15 segundos ou mais, porém menos de 20 segundos. KOKA: 10 segundos ou mais, porém, menos de 15 segundos. Um ossae-komi de menos de 10 segundos será contado da mesma forma que um ataque.
ARTIGO 14º - TÉCNICA COINCIDENTE COM O SINAL DE FIM DE TEMPO Qualquer resultado imediato de uma técnica iniciada simultaneamente com o sinal de tempo será válido. No caso de ossae-komi anunciado simultaneamente com o sinal de fim de tempo, o tempo concedido para o combate será prorrogado até que ippon seja marcado ou o árbitro anuncie toketa ou mate.
APÊNDICE - Artigo 14º - TÉCNICA COINCIDENTE COM O SINAL DE FIM DE TEMPO Qualquer técnica aplicada depois do soar da campainha ou outro dispositivo para indicar o término do tempo do combate, não será válida, mesmo que o árbitro ainda não tenha anunciado soremade. Embora uma técnica de projeção possa ser aplicada simultaneamente com o toque da campainha, se o árbitro decidir que a mesma não será efetiva, imediatamente, ele deve anunciar soremade.
ARTIGO 15º - INÍCIO DO COMBATE Antes do início de cada combate, os árbitros se situarão de pé, nos limites da quadra de competição, centralizados e do lado oposto do joseki, antes de assumir seus lugares. Ao sair da quadra de competição, eles também saudarão em direção ao joseki. Os competidores se dirigirão pelas laterais ao centro da área de combate, permanecendo na zona de segurança em seus respectivos lugares, segundo a ordem de chamada (o primeiro chamado se colocará à direita do árbitro central e o segundo chamado à esquerda respectivamente), permanecendo nessa posição, aguardando o sinal do árbitro central, quando avançarão até suas respectivas marcas (de início de combate), onde devem saudar-se simultaneamente, entre si e dar um passo à frente com o pé esquerdo. Terminado o combate, retornarão aos respectivos lugares e, após o árbitro dar o resultado, dará um passo atrás com o pé direito e se saudarão entre si. Ao entrar e sair da área de combate, os competidores podem fazer a saudação livremente, porém, esta saudação não será obrigatória (ver guia de saudação). O combate se iniciará sempre na posição de pé. Somente os Membros da Comissão de Arbitragem podem interromper o combate (ver artigo 17).
APÊNDICE - Artigo 15º - INÍCIO DO COMBATE O árbitro central e lateral devem sempre estar em posição de iniciar o combate antes da chegada dos competidores, na área de combate. O árbitro central deve permanecer no centro, dois metros para trás da linha onde se encontram os competidores e de frente para a mesa dos cronometristas. É muito importante que seja respeitada a saudação de forma correta. Quando os competidores se colocarem em suas posições de início de combate, um frente ao outro, farão a saudação entre si sob o comando e controle do árbitro central, repetindo o mesmo procedimento ao final do combate. Se os competidores se omitirem, caberá ao árbitro solicitar que o façam. Os competidores farão a saudação em pé (ritsu-rei) inclinando-se num ângulo de 30 graus, medidos pela cintura. Obs.: Procedimentos de saudação conforme ‘guia de saudação’
ARTIGO 16º - PASSAGEM AO NE-WAZA (LUTA DE SOLO) Os competidores poderão mudar da posição de pé para ne-waza nas situações seguintes, porém, caso o emprego das técnicas não seja continuado, o árbitro ordenará a ambos os competidores que retornem à posição de pé. a) Quando um competidor, depois de obter algum resultado através de uma técnica de projeção mudar, sem interrupção, para ne-waza e assumir a ofensiva. b) Quando um dos competidores cair ao solo, depois da aplicação, sem êxito, de uma técnica de projeção, seu adversário poderá aproveitar-se da sua posição desequilibrada para levá-lo ao solo. c) Quando um competidor obtiver algum resultado considerável pela aplicação de shime-waza ou kansetsu-waza, na posição de pé e depois mudar, sem interrupção, ao ne-waza. d) Quando um competidor levar seu adversário ao ne-waza, pela aplicação particularmente hábil de um movimento que não se possa considerar como uma técnica de projeção. e) Em qualquer outro caso onde um competidor cair ao solo ou esteja a ponto de cair, não previsto nos parágrafos precedentes deste artigo, seu adversário poderá aproveitar-se da posição para continuar em ne-waza.
APÊNDICE - Artigo 16º - PASSAGEM AO NE-WAZA (LUTA DE SOLO) Quando um competidor leva seu adversário ao ne-waza de forma contrária ao artigo 16º e o mesmo não tira partido disso, para prosseguir em ne-waza, o árbitro deverá anunciar mate e interromper o combate para aplicar shido ao competidor que infringiu o parágrafo 8 do artigo 27º (ver apêndice artigo 27). Quando um competidor leva seu adversário ao ne-waza de forma contrária ao artigo 16º e o seu oponente se aproveita para prosseguir em ne-waza, o combate deve prosseguir, porém, o árbitro deve aplicar shido para o competidor que infringiu o parágrafo 8 do artigo 27º. (ver apêndice artigo 27º)
ARTIGO 17º - APLICAÇÃO DE MATE O árbitro central deve anunciar mate para interromper o combate, temporariamente, nos seguintes casos e para reiniciar o combate deve anunciar hajime. a) Quando um ou ambos os competidores saírem da área de combate (veja exceções no artigo 9º) b) Quando um ou ambos os competidores cometerem um dos atos proibidos. c) Quando um ou ambos os competidores ficarem feridos ou se sentirem mal. d) Quando for necessário que um ou ambos os competidores ajustem seus uniformes. e) Quando durante ne-waza não houver nenhum progresso aparente. f) Quando um competidor, na posição de ne-wazá, recobra a posição de pé ou quase de pé, levantando seu adversário nas costas. g) Quando um competidor, que permanece em posição de pé ou que desde ne-waza recupera a posição de pé, levantar do tatame seu oponente, que se encontra de costas e prende qualquer parte de seu corpo com a (s) pernas(s). h) Quando um competidor aplica ou tenta aplicar kansetsu-waza ou shime-waza, partindo da posição de pé e o resultado não é imediatamente aparente. I) Em qualquer outro caso que o árbitro central considere necessário. J) Quando os árbitros e ou a Comissão de Arbitragem desejarem conferenciar.
APÊNDICE - Artigo 17º - APLICAÇÃO DE MATE Quando o árbitro central anunciar mate, deve ter o cuidado de não perder de vista os competidores, caso não ouçam o anúncio de mate e continuem lutando. O árbitro central não deve comandar mate para evitar que o(s) competidor (es) se conduzam para fora da área de combate, a não ser que a situação seja considerada perigosa. O árbitro central não deve comandar mate quando um competidor houver escapado de ossae-komi, shime-waza ou kansetsu-waza e parecer estar necessitando ou mesmo pedir descanso. O árbitro central deve comandar mate quando um competidor está com a face para baixo, sobre o tatame, indicando uma perda de controle de seu oponente. Se o árbitro central anunciar mate por engano, durante o ne-waza e, conseqüentemente, os competidores se separarem, o árbitro central e os laterais podem, se possível e de acordo com a regra da maioria de três, recolocar os competidores o mais próximo possível das suas posições originais e reiniciar o combate, se esse procedimento puder retificar alguma injustiça contra um dos competidores. Após o anúncio de mate, os competidores devem voltar rapidamente à posição que iniciaram o combate. Quando o árbitro anunciar mate, os competidores devem permanecer de pé, caso se dirija a eles ou se lhes peça que ajustem seus judogis ou para que se sentem se houver uma previsão de espera mais prolongada. Somente nos casos em que recebam atenção médica, os competidores podem ser autorizados a adotar qualquer outra posição. O árbitro central poderá autorizar a entrada do médico quando o competidor ou o próprio médico solicitar ou quando o árbitro considere necessário. (ver artigo 29º)
ARTIGO 18º - SONOMAMA Em qualquer situação onde o árbitro central deseje interromper o combate, temporariamente, por exemplo: para se dirigir a um ou ambos competidores, sem causar mudança em suas posições ou para aplicar uma penalidade de forma que o competidor que não é penalizado não perca sua posição de vantagem, deverá anunciar sonomama. Para reiniciar o combate deverá anunciar yoshi. Sonomama somente poderá ser aplicado em ne-waza.
APÊNDICE - Artigo 18º - SONOMAMA Sempre que o árbitro anuncie sonomama, deverá cuidar para que não se produzam modificações nas posições ou pegadas de qualquer competidor. Se durante ne-waza um competidor demonstrar sinais de que se encontra lesionado, o árbitro central pode anunciar sonamama e separar os competidores, se necessário, e em seguida retornar os competidores às posições que mantinham antes do anúncio de sonomama e em seguida anunciar yoshi.
ARTIGO 19º - FIM DO COMBATE O árbitro central anunciará soremade e encerrará o combate: a) Quando um competidor conquistar ippon ou waza-ari-awasete-ippon (artigos 20º e 21º). b) Em caso de sogo-gachi (artigo 22º). c) Em caso de kiken-gachi (artigo 28º) d) Em caso de hansoku-make (artigo 27º) e) Quando um competidor não puder continuar devido à contusão (artigo 29º) f) Quando o tempo concedido para o combate tiver terminado o árbitro encerrará o combate como se indica a seguir: (1) Quando um competidor marcar ippon ou equivalente será declarado vencedor. (2) Quando não houver qualquer pontuação de ippon ou equivalente, o vencedor será declarado com base em: um waza-ari prevalece sobre qualquer número de yukos; um yuko prevalece sobre qualquer número de kokas. (3) Quando não houver registro de marcação alguma ou que figure exatamente o mesmo número de pontuações para cada um dos títulos (waza-ari, yuko, koka), o combate será decidido mediante a “Técnica de Ouro” (Golden Score).
COMBATE DE “TÉCNICA DE OURO” (GOLDEN SCORE) A decisão do combate da “Técnica de Ouro” (Golden Score) terá a mesma duração do combate anterior. Quando o tempo determinado do combate finaliza, o árbitro central comanda soremade para encerrar, temporariamente, o combate e os competidores retornarem às suas posições de início do combate. O combate se encerrará ao obter um competidor uma pontuação, técnica ou penalidade, sobre o oponente. O combate finaliza no instante que o competidor conquistar uma vantagem. Encerrado o combate de “Técnica de Ouro” sem nenhuma vantagem apresentada por qualquer dos competidores, o resultado será decidido por hantei. Ao anúncio de hantei procedido pelo árbitro central, este e os laterais levantarão as bandeiras de cor apropriada, acima das suas cabeças indicando o competidor que consideram ser o vencedor. Neste caso os árbitros só levarão em consideração as kinsas (leve superioridade ou inferioridade) com respeito à atitude, habilidade e efetividade das técnicas havidas durante o combate de “Técnica de Ouro”, portanto, qualquer resultado conseguido no combate anterior não será levado em consideração. O árbitro anunciará o resultado de acordo com a maioria das três opiniões. Se somente um competidor exercita o direito de disputar o combate da “Técnica de Ouro”, recusando-se o outro a fazê-lo, o competidor que desejar o combate será declarado vencedor por kiken-gachi.
APÊNDICE - Artigo 19º - FIM DE COMBATE Havendo anunciado soremade, o árbitro central não deve perder de vista os competidores, caso não ouçam seu anúncio e continuem lutando. O árbitro central indicará aos competidores para ajustarem seus judogis, se houver necessidade, antes de indicar o resultado do combate. Antes de iniciar o combate de “Técnica de Ouro” (Golden Score) os placares e os cronômetros serão zerados como se fosse iniciado novo combate. Se durante o combate de “Técnica de Ouro” (Golden Score) um competidor conseguir uma imobilização, o árbitro anunciará ossae-komi e permitira que a imobilização prosseguisse até alcançar os 25 segundos (Ippon) ou até que se produza toketa / mate ou a aplicação de shime-waza ou kansetsu-waza por qualquer dos competidores, porém, de efeito imediato. Nesse caso, ao vencedor se anotará os pontos de acordo com a técnica aplicada. Se durante o combate de “Técnica de Ouro” (Golden Score) houver uma penalização de hansoku-make direto, o resultado para o competidor penalizado terá todos os efeitos que os aplicados em combate normal.
ARTIGO 19º - FIM DO COMBATE (Continuação) (4) No caso em que ambos os competidores marquem ippon ou sogo-gachi simultâneos, o combate será decidido mediante a “Técnica de Ouro”. (5) No caso em que ambos os competidores sejam penalizados com hansoku-make acumulado (resultante de shidos sucessivos) simultâneos ou quando um competidor for penalizado com hansoku-make acumulado e simultaneamente se lhe aplica sogo-gachi, o combate se decidirá por “Técnica de Ouro”. (6) No caso em que ambos os competidores sejam penalizados simultaneamente com hansoku-make direto, ambos competidores serão excluídos do torneio/campeonato. (7) A decisão por hiki-wake se dará quando não houver qualquer vantagem no placar, dentro do tempo determinado para o combate (ver apêndice – continuação). Depois que o árbitro central indicar o resultado do combate, os competidores darão um passo atrás das suas respectivas marcas, farão o cumprimento entre si e se afastarão da área de combate. Uma vez que o árbitro central tenha anunciado o resultado do combate aos competidores, não será possível a ele modificar essa decisão, a partir do momento em que os árbitros laterais tenham deixado à área de competição. Caso o árbitro central tenha dado a vitória, por engano, ao perdedor, os árbitros laterais devem assegurar-se de que o árbitro central modifique essa decisão errônea antes que, tanto o árbitro central como os árbitros laterais, deixem à área de competição. Todas as ações e decisões tomadas de acordo com a regra de “maioria de três”, pelo trio de arbitragem, serão definitivas e sem apelação.
APÊNDICE - Artigo 19º - FIM DE COMBATE (continuação) A decisão de hiki-wake se aplicará somente na competição por equipe. Durante o primeiro confronto entre duas equipes será considerada a aplicação de hiki-wake. Se, ao final do encontro, ambas as equipes estiverem empatadas em número de vitórias e total de pontos, proceder-se-á à disputa de todos os combates empatados (hiki-wake) no encontro anterior, aplicando-se nos combates de desempate a “Técnica de Ouro” (Golden Score). Os resultados destes combates decidirão à equipe vencedora. No entanto, só se marcará um ponto ao vencedor de cada combate para efeito de decisão.
ARTIGO 20º - IPPON O árbitro anunciará ippon quando, em sua opinião, uma técnica aplicada corresponda aos seguintes critérios: a) Quando um competidor, com controle, projetar o adversário nitidamente sobre suas costas, com considerável força e velocidade. b) Quando um competidor imobilizar com ossae-komi o outro competidor, que não consegue livrar-se durante 25 segundos, após o anúncio de ossae-komi. c) Quando um competidor desistir, batendo duas ou mais vezes, com sua mão ou pé ou disser maita, em geral como resultado de uma técnica de ossae-komi, shime-waza ou kansetsu-waza. d) Quando um competidor ficar incapacitado pelo efeito de um shime-waza ou kansetsu-waza. Equivalência: Se um competidor for penalizado com hansoku-make o outro competidor será declarado vencedor imediatamente. Ippon simultâneo – ver artigo 19º alínea ‘f’ item (4).
APÊNDICE - Artigo 20º - IPPON Técnicas simultâneas: Quando os competidores caem no tatame depois do que parece ser ataques simultâneos e o árbitro central e os laterais não puderem avaliar qual técnica dominou, nenhuma pontuação deverá ser dada. Se o árbitro central anuncia ippon por erro durante ne-waza e os competidores separam-se, os árbitros podem se for possível e de acordo com a regra da maioria de três, colocar os competidores nas suas posições originais, a mais próxima possível e recomeçar o combate. Trata-se, assim, de retificar uma injustiça a um dos competidores. Se um dos competidores, deliberadamente, fizer uma “ponte” (cabeça e calcanhares em contato com o tatame) depois de haver sido projetado, se bem que tenha evitado o critério necessário de ippon, o árbitro poderá mesmo assim, dar ippon ou outra qualquer pontuação que considere que a técnica tenha merecido, a fim de desalentar esta ação. A aplicação de kantestu-waza para efeito de projetar o oponente não será considerada para fins de pontuação. Nota: Para os Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais, Continentais e eventos da FIJ, serão aplicados estas regras de competição. Para eventos nacionais, os organizadores estão autorizados a efetuar as adaptações apropriadas para a segurança dos competidores ao nível ao qual o torneio se aplicar. Por exemplo: em competições de graus inferiores, os organizadores podem autorizar que os árbitros concedam ippon quando o efeito de uma técnica de shime-waza ou kansetsu-waza for suficientemente aparente ou para eventos infantis podem desautorizar a aplicação das técnicas de shime-waza e kansetsu-waza completamente.
ARTIGO 21º - WAZA-ARI-AWASETE-IPPON Caso um competidor consiga um segundo waza-ari no combate, o árbitro central comandará waza-ari-awasete-ippon.
ARTIGO 22º - SOGO-GACHI (vitória composta) O árbitro central comandará sogo-gachi nos seguintes casos: a) Quando um competidor consegue um waza-ari e seu adversário, posteriormente, seja penalizado com três shidos. (ver artigo 27º). b) Quando um competidor, cujo adversário tenha sido penalizado com três shidos conseguir, posteriormente, um waza-ari. Sogo-gashi simultâneo - ver artigo 19º alínea ‘f’ item (4).
ARTIGO 23º - WAZA-ARI O árbitro central anunciará waza-ari quando, em sua opinião, a técnica aplicada corresponde ao seguinte critério: a) Quando um dos competidores, com controle, projetar o outro competidor, a técnica carecer, parcialmente, de um dos três elementos necessários para o ippon. (ver artigo 20º alínea ‘a’). b) Quando um competidor imobilizar, com ossae-komi o adversário que não pode livrar-se durante o período de 20 segundos ou mais, porém menos de 25 segundos. Equivalência: Caso um competidor tenha sido penalizado com três shidos, o outro competidor receberá waza-ari, imediatamente.
ARTIGO 24º - YUKO O árbitro central comandará yuko quando, em sua opinião, a técnica aplicada corresponde ao seguinte: a) Quando um competidor, com controle, projetar o adversário, mas a técnica carece, parcialmente, de dois dos outros três elementos necessários para o ippon. (ver artigo 20º alínea ‘a’). Exemplos: 1) Parcialmente deficiente no elemento “nitidamente de costas” e também parcialmente deficiente em um dos outros dois elementos: “força ou velocidade”. 2) Foi nitidamente sobre as costas, mas está parcialmente deficiente nos outros dois elementos: “força e velocidade”. b) Quando um competidor imobilizar com ossae-komi o seu adversário, que não consegue libertar-se durante o período de 15 segundos ou mais, porém menos de 20 segundos. Equivalência: Caso um competidor tenha sido penalizado com dois shidos, o outro competidor receberá yuko, imediatamente.
APÊNDICE - Artigo 24º - YUKO Independente de quantos yukos for anunciado, nenhum número deles será considerado igual a um waza-ari. O número total anunciado será registrado.
ARTIGO 25º - KOKA O árbitro anunciará koka quando, em sua opinião, a técnica aplicada corresponde aos seguintes critérios. a) Quando um competidor projeta, com controle, o outro competidor sobre um ombro, coxas ou nádegas, com velocidade e força. b) Quando um competidor imobilizar com ossae-komi o seu adversário, que não consegue libertar-se durante o período de 10 segundos ou mais, porém, menos de 15 segundos. Equivalência: Caso um competidor tenha sido penalizado com um shido, o outro competidor receberá koka, imediatamente.
APÊNDICE - Artigo 25º - KOKA Independente de quantos kokas for anunciado, nenhum número deles será considerado igual a um yuko ou waza-ari. O número total anunciado será registrado. O arremesso de um competidor sobre a frente de seu corpo, joelho(s), mão(s) ou cotovelo(s) será contado como qualquer outro ataque. Da mesma forma, um ossae-komi de até nove segundos será contado como um ataque.
ARTIGO 26º - OSSAE-KOMI-WAZA O árbitro anunciará ossae-komi quando, em sua opinião, a técnica aplicada corresponde aos seguintes critérios: a) O competidor imobilizado deve estar controlado por seu oponente e deve ter suas costas, ambos os ombros ou um ombro em contato com o tatame. b) O controle pode ser feito pelos lados, por trás ou por cima. c) O competidor que está aplicando a imobilização não pode ter sua (s) perna (s) ou corpo controlado pela (s) perna (s) do seu oponente. d) Pelo menos um competidor deverá ter qualquer parte de seu corpo tocando a área de combate ao ser anunciado ossae-komi. e) O competidor que aplica a imobilização tem que estar com seu corpo na posição de kesa ou shiho, ou seja, similar às técnicas de kesa-gatame ou kami-shiho-gatame.
APÊNDICE - Artigo 26º - OSSAE-KOMI-WAZA Caso um competidor que esteja controlando seu oponente com um ossae-komi mudar, sem perder o controle, para outro ossae-komi, o tempo de ossae-komi continuará até o anúncio de ippon (ou waza-ari ou equivalente, no caso de waza-ari-awasete-ippon) ou toketa ou mate. Quando estão em ossae-komi, se é o competidor que está em posição de vantagem, quem comete uma infração que mereça uma penalidade, o árbitro comandará mate, colocará os competidores em suas posições de início de combate, aplicará a penalidade, comandará qualquer vantagem produzida pelo ossae-komi e recomeçará o combate anunciando hajime. Quando estão em ossae-komi, se é o competidor que está em posição de desvantagem, quem comete uma infração que mereça uma penalidade, o árbitro deverá anunciar sonomama, aplicar a penalidade e recomeçar o combate, tocando ambos os competidores e comandar yoshi. Todavia, se a penalidade a ser aplicada é hansoku-make, o árbitro deverá primeiro anunciar sonomama e, depois de consultar os laterais, anunciar mate para colocar os competidores em suas posições de início de combate em seguida aplicar o hansoku-make e encerrar o combate anunciando soremade. Se ambos os árbitros laterais concordarem que existe um ossae-komi, porém o árbitro central não tiver anunciado ossae-komi, os mesmos devem indicar com o gesto de ossae-komi e pela regra da “maioria de três”, o árbitro central deverá, imediatamente, comandar ossae-komi. O árbitro central deverá anunciar mate no caso de ossae-komi, nos limites da zona de perigo, quando uma parte do competidor que ainda toca na área de combate, for levantada e perder contato com o tatame. Toketa deve ser anunciado se, durante ossae-komi, o competidor que está controlado, conseguir aplicar uma “tesoura” na perna do seu adversário, seja por cima ou por baixo da perna. Em situação em que as costas do uke não estão mais em contato com o tatame (exemplo: fazendo ponte), porém o tori mantém o controle, o ossae-komi continuará.
ARTIGO 27º - ATOS PROIBIDOS E PENALIDADES Os atos proibidos se dividem em faltas “leves” (shido) e faltas “graves” (hansoku-make). Faltas Leves: Penaliza-se com shido. Faltas Graves: Penaliza-se com hansoku-make. O árbitro central aplicará uma penalidade de shido ou hansoku-make de acordo com a gravidade da falta cometida. A aplicação de um segundo ou sucessivos shidos anula, automaticamente, a penalidade anterior, anotando-se para o adversário, no placar, a vantagem correspondente ao valor técnico obtido. A aplicação de um hansoku-make direto significa a desclassificação do competidor e exclusão do torneio, encerrando-se o combate de acordo com o artigo 19º alínea ‘d’. (ver apêndice). Sempre que o árbitro aplique uma penalidade, deverá demonstrar, com uma simples ação, a razão da penalidade. Uma penalidade pode ser aplicada após o anúncio de soremade, para qualquer ato proibido cometido durante o tempo concedido para o combate ou, em algumas situações excepcionais, por atos graves cometidos após o sinal de encerramento do combate, desde que a decisão ainda não tenha sido dada.
SHIDO (Grupo de faltas leves) Shido se dará a qualquer competidor que cometa uma falta leve: 1) Evitar, intencionalmente, a pegada (kumi-kata), a fim de impedir a ação de combate. 2) Adotar, na posição de pé, uma postura excessivamente defensiva (geralmente mais de 5 segundos). 3) Simular uma ação destinada a dar a impressão de um ataque, mas que claramente mostra que não houve intenção de projetar o oponente (falso ataque). 4) Na posição de pé, permanecer com ambos os pés tocando totalmente a zona de perigo, a menos que esteja iniciando um ataque, executando um ataque, contra-atacando seu oponente ou defendendo-se do ataque de seu oponente (geralmente mais de 5 segundos). 5) Na posição de pé, agarrar continuamente a(s) boca(s) da(s) manga(s) do oponente, com o propósito defensivo (geralmente mais de 5 segundos) ou agarrar sua manga em “torniquete”. 6) Na posição de pé, manter entrelaçados continuamente os dedos de uma ou ambas as mãos de seu oponente, a fim de impedir a ação de combate (geralmente mais de 5 segundos). 7) Desarrumar deliberadamente seu próprio judogi, desarrumar ou reajustar a faixa ou a calça, sem a autorização do árbitro central. 8) Arrastar seu adversário ao solo para continuar em ne-waza, a menos que cumpra o que estabelece o artigo 16º. (ver apêndice) Quando um competidor arrasta seu oponente em ne-waza, em desacordo com o artigo 16º e seu oponente não tira partido disso para entrar em ne-waza, o árbitro central deve anunciar mate, suspender o combate temporariamente e aplicar shido no competidor que infringiu o artigo 16º. 9) Introduzir um dedo ou dedos dentro da manga do oponente ou nas pernas da sua calça.
APÊNDICE - Artigo 27º - ATOS PROIBIDOS E PENALIDADES Os árbitros estão autorizados a aplicar as penalidades segundo a “intenção” ou a situação e no melhor interesse do esporte. Caso o árbitro central decida penalizar o(s) competidor (es), (exceto no caso de sonomama em ne-waza) deverá interromper temporariamente o combate anunciando mate, retornar os competidores às suas posições de início de combate e anunciar a penalidade, enquanto aponta para o(s) competidor (es) que tenha(m) cometido o ato proibido. Antes de aplicar hansoku-make, o árbitro central deve consultar os laterais e tornar sua decisão de acordo com a “maioria de três”. Quando ambos os competidores infringirem as regras ao mesmo tempo, cada um deve ser penalizado de acordo com o grau de sua infração. Quando ambos os competidores são penalizados com três shidos e, posteriormente cada um recebe outra penalidade, ambos devem ser penalizados com hansoku-make. Uma penalidade em ne-waza deverá ser aplicada da mesma forma como em ossae-komi.
ARTIGO 27º - ATOS PROIBIDOS E PENALIDADES (continuação) SHIDO (Grupo de faltas leves) (continuação) 10) Na posição de pé, efetuar qualquer outra pegada que não seja a “normal”, sem atacar (geralmente mais de 5 segundos). 11) Na posição de pé, antes ou depois de estabelecido o kumi-kata, não realizar qualquer ação de ataque (ver apêndice – não combatividade). 12) Agarrar a parte da frente da boca da manga do adversário, entre o polegar e os quatro dedos, conhecido como “agarre de pistola”. 13) Agarrar a boca da manga do adversário, dobrando a borda para dentro “agarre de gato”. 14) Na posição de pé, agarrar continuamente o(s) pé(s) ou a(s) perna(s) da calça do oponente, a menos que simultaneamente esteja tentando uma técnica de projeção. 15) Enrolar a ponta da faixa ou do paletó, em torno de qualquer parte do corpo do oponente. 16) Agarrar o judogi com a boca (tanto o próprio como o do adversário). 17) Colocar a mão, braço ou perna, diretamente, sobre a face do oponente. 18) Introduzir um pé ou uma perna na faixa, colarinho ou lapela do oponente. 19) Aplicar shime-waza usando a parte inferior do paletó, a faixa ou usando apenas os dedos. 20) Sair da área de combate ou forçar, intencionalmente, seu adversário a fazê-lo tanto na posição de pé como em ne-waza. (ver artigo 9º exceções). 21) Aplicar com as pernas uma tesoura no tronco do oponente (dojime), no pescoço ou na cabeça (cruzar as pernas em tesoura ao mesmo tempo em que estende as pernas). 22) Bater com o joelho ou pé na mão ou no braço do oponente de modo a fazer com que o mesmo solte a pegada ou golpear com o pé, a perna ou tornozelo do oponente sem aplicar uma técnica. 23) Retorcer um ou mais dedos do adversário a fim de obrigá-lo a soltar a pegada.
APÊNDICE - Artigo 27º - ATOS PROIBIDOS E PENALIDADES (continuação) O kumi-kata “normal” consiste em agarrar com a mão esquerda o lado direito do seu oponente, pela manga, gola ou a área peitoral, por cima do ombro direito ou cintura e a mão direita, na parte esquerda do seu oponente pela manga, gola, área peitoral, por cima do ombro esquerdo ou cintura, por cima da faixa. O competidor não deve ser penalizado por aplicar uma pegada “anormal” se a situação for provocada por seu adversário, abaixando a cabeça por baixo do braço daquele que agarra. No entanto, se o competidor está continuamente abaixando sua cabeça desta forma, o árbitro deverá considerar estar o mesmo adotando uma “posição excessivamente defensiva”. Se o competidor continua agarrando com o kumi-kata “anormal”, o tempo permitido se reduzirá progressivamente, inclusive com a aplicação de “penalidade direta” de shido. Enganchar uma perna entre as pernas do adversário, a menos que simultaneamente tente uma técnica de projeção, não será considerado um kumi-kata “normal” devendo o competidor atacar, dentro de 5 segundos regulamentares, ou será penalizado com shido. “Não combatividade” pode ser considerada como existente quando, em geral, durante 25 segundos, não houver nenhuma ação de ataque por parte de um ou de ambos os competidores. A “não combatividade” não deverá ser aplicada quando não há ação de ataque, desde que o árbitro central considere que o competidor está buscando, efetivamente, uma oportunidade de atacar. O ato de “enrolar” significa que a faixa ou o paletó deve envolver completamente. Usando a faixa ou o paletó como uma “ancora” para a pegada (sem enrolar), ou seja, neutralizar o braço do oponente, não deve ser penalizado. Face significa a área compreendida dentro da linha delimitada pela testa, adiante das orelhas e da mandíbula.
ARTIGO 27º - ATOS PROIBIDOS E PENALIDADES (continuação) HANSOKU-MAKE (Grupo de faltas graves) Hansoku-make se aplica a qualquer competidor que cometa uma falta grave ou, que havendo sido penalizado com três shidos, cometa uma falta leve. 24) Aplicar kawazu-gake (projetar o adversário entrelaçando uma perna em volta de uma das pernas do oponente, estando com a face voltada, mais ou menos, para a mesma direção que o oponente e jogando-se para trás sobre o mesmo). 25) Aplicar kansetsu-waza em qualquer outra parte que não seja a articulação do cotovelo. 26) Levantar do solo o oponente que estava deitado sobre o tatame para projetá-lo novamente ao solo. 27) golpear pelo interior da perna de apoio do adversário, quando o mesmo está aplicando uma técnica como harai-goshi, etc. 28) Não atender às instruções do árbitro central. 29) Fazer gestos desnecessários, observações ou gestos depreciativos ao oponente ou ao árbitro central. 30) Realizar qualquer ação que possa lesionar ou por em perigo o adversário, especialmente o pescoço ou a coluna vertebral do adversário ou que contrarie o “espírito do Judô”. 31) Cair diretamente no tatame enquanto aplica ou tenta aplicar técnicas como ude-hishigi-waki-gatame. 32) “mergulhar” de cabeça sobre o tatame, flexionando-se para frente ao executar ou tentar executar técnicas como uchi-mata harai-goshi, etc. ou jogar-se diretamente para trás quando realiza ou tenta realizar técnicas como kata-guruma, em pé ou ajoelhado. 33) Jogar-se intencionalmente para trás, estando seu adversário agarrado nas suas costas e quando qualquer um dos dois tenha controle sobre os movimentos do outro. 34) Portar um objeto duro ou metálico (coberto ou não). No placar a repetição de shido será cumulativa e convertida ao valor técnico correspondente, a favor do oponente.
Quando um competidor repita faltas leves e deva ser penalizado com shido pela quarta vez, o árbitro central, logo após consultar os laterais, penalizará o competidor com hansoku-make, ou seja, não aplica shido e sim hansoku-make, encerrando o combate de acordo com o artigo 19º alínea ‘d’.
APÊNDICE - Artigo 27º - ATOS PROIBIDOS E PENALIDADES (continuação) Será considerado kawazu-gake mesmo que durante uma projeção, aquele que projeta realiza um giro para trás durante a ação e a penalidade a ser aplicada será hansoku-make. Técnicas como osoto-gari, ouchi-gari e uchi-mata quando o pé ou a perna se enrola com a perna do adversário são permitidas e devem ser avaliadas. Tentar projeções tais como harai-goshi, uchi-mata etc., agarrando com uma só mão a lapela do oponente, a partir de uma posição parecida como ude-hishiji-waki-gatame, na qual o pulso do oponente fica preso abaixo da axila daquele que projeta e, caindo deliberadamente, com a face para baixo, sobre o tatame é muito provável que provoque uma lesão e será penalizado. Não havendo a intenção de projetar o adversário limpamente, sobre suas costas, tais movimentos são considerados perigosos e serão tratados do mesmo modo como ude-hishiji-waki-gatame.
ARTIGO 28º - AUSÊNCIA E ABANDONO A decisão de fusen-gachi será dada a qualquer competidor cujo oponente deixar de comparecer para o combate. Um competidor que não esteja na sua posição inicial após três chamadas a intervalos de um minuto, perderá o combate por ausência. O árbitro central deve estar certo ao anunciar fusen-gachi de que foi autorizado a assim proceder, pela Comissão de Arbitragem. A decisão por kiken-gachi será dada a qualquer competidor cujo oponente abandone a competição, por qualquer motivo, durante o combate.
APÊNDICE - Artigo 28º - AUSÊNCIA E ABANDONO Lentes de contato – No evento em que um competidor, durante o combate, perca sua lente de contato e não possa recuperá-la imediatamente e informar ao árbitro a sua impossibilidade de prosseguir no combate sem as lentes de contato, o árbitro central deverá dar a vitória ao seu oponente por kiken-gachi, após consultar os árbitros laterais.
ARTIGO 29º - LESÃO, ENFERMIDADE OU ACIDENTE. A decisão do combate quando um competidor fica impossibilitado de prosseguir devido à lesão, mal súbito ou acidente durante o combate, será dada pelo árbitro central após consultar os árbitros laterais, de acordo com as seguintes condições: a) Lesão (1) Quando a causa da lesão for atribuída ao competidor lesionado, este perderá o combate. (2) Quando a causa da lesão for atribuída ao competidor não lesionado, este perderá o combate. (3) Quando seja impossível determinar a causa da lesão a qualquer dos competidores perde o combate o competidor que não tem condições de continuar. b) Mal súbito Geralmente quando um competidor adoece durante um combate e ficar impossibilitado de continuar, o mesmo perderá o combate. c) Acidente Se ocorrer um acidente devido à causa externa (força maior), haverá uma consulta prévia à Comissão de Arbitragem e o combate poderá ser anulado ou adiado. No caso de força maior o Diretor Desportivo, a Comissão Desportiva e o Representante da FIJ tomarão a última decisão.
EXAMES MÉDICOS O árbitro central chamará o médico para atender ao competidor caso se produza um forte impacto na cabeça ou na coluna vertebral do mesmo, assim como sempre que o árbitro central tenha dúvidas razoáveis de que possa haver uma lesão grave. Neste caso, o médico examinará o competidor num espaço de tempo mais curto possível, indicando ao árbitro se o competidor tem condições de continuar o combate. Se o médico, depois de examinar o competidor lesionado, avisar ao árbitro que o competidor não pode continuar o combate, o árbitro depois de consultar os laterais, termina o combate e declara o adversário vencedor por kiken-gachi. O competidor pode solicitar ao árbitro a intervenção do médico, porém, neste caso, o combate será encerrado e o adversário vencerá por kiken-gachi. O médico também pode solicitar a intervenção a favor do seu competidor, porém, neste caso, o combate será encerrado e o adversário vencerá por kiken-gachi.
APÊNDICE - Artigo 29º - LESÃO, ENFERMIDADE OU ACIDENTE. Se, durante o combate um competidor se lesionar devido a uma ação do adversário e o competidor lesionado não pode continuar, os árbitros deverão analisar o caso e decidir segundo o regulamento. Cada caso será decidido por seu próprio mérito. (ver item ‘a’ Lesão 1,2 e 3). Geralmente só se permitirá um médico por cada competidor sobre a área de competição. Se o médico necessita ajuda, o árbitro deverá ser informado previamente. O técnico nunca será autorizado a permanecer na área de competição. Quando se chamar o médico, os laterais permanecerão sentados observando a situação das suas cadeiras. Somente o árbitro central se situará ao lado do médico junto ao competidor lesionado, controlando a intervenção médica para que esteja de acordo com o regulamento. Não obstante, o árbitro central pode chamar os laterais caso necessite comentar uma decisão.
ASSISTÊNCIA MÉDICA a) Pequenas lesões No caso de uma unha partida, o médico poderá cortar a unha do competidor. O médico poderá também ajudar nos cuidados de uma contusão nos testículos. b) Ferimento sangrando O sangue, por medida de segurança, deve ser isolado completamente com a ajuda do médico, mediante esparadrapo, bandagens, tampão nasal (se permite usar corta sangue e produtos hemostáticos). Quando o médico intervém para atender um competidor, a assistência deve realizar-se o mais breve possível. Nota: Com exceção das situações acima descritas, se o médico aplicar qualquer tratamento ao competidor, o adversário será vencedor por kiken-gashi.
VÔMITOS Caso um competidor vomite, o combate será encerrado, com resultado de kiken-gachi para seu adversário. (ver item ‘b’).
ARTIGO 29º - LESÃO, ENFERMIDADE OU ACIDENTE (continuação). Em qualquer caso em que os árbitros sejam de opinião de que o combate não deva continuar o árbitro central encerrará o combate e indicará o resultado de acordo com o regulamento.
FERIMENTO SANGRANDO Quando ocorrer sangramento em um ferimento, o árbitro chamará o médico para que atenda ao competidor com o fim de estancar o sangue. Em caso de sangramento, o árbitro chamará o médico tantas vezes sejam necessárias, já que por razões de segurança não se pode competir sangrando. No entanto, o mesmo ferimento só poderá ser atendido duas vezes pelo médico. Na terceira vez que se torne necessário o atendimento médico para o mesmo ferimento o árbitro central após consultar os laterais, deverá encerrar o combate com o fim de proteger a integridade física dos competidores, declarando o vencedor por kiken-gachi. Em qualquer caso, não havendo possibilidade de estancar e isolar o sangue, o adversário será declarado vencedor por kiken-gashi.
PEQUENA LESÃO Uma pequena lesão pode ser tratada pelo próprio competidor. Por exemplo: em casos de um dedo deslocado, o árbitro interromperá o combate, mediante mate ou sonomama e permitirá ao competidor recolocar o dedo deslocado. Esta ação deverá ser imediata não podendo ser assistida pelo árbitro ou pelo médico e o competidor deve continuar o combate. No entanto, será permitido ao competidor recolocar o mesmo dedo deslocado em duas ocasiões. Havendo necessidade pela terceira vez, será considerado que o competidor não tem condições de prosseguir no combate. O árbitro central, após consultar os laterais, encerrará o combate declarando o adversário vencedor por kiken-gachi.
APÊNDICE - Artigo 29º - LESÃO, ENFERMIDADE OU ACIDENTE (continuação). Caso um competidor, mediante uma ação intencional, venha a praticar uma ação lesiva ao adversário, a penalidade a ser aplicada ao competidor causador do ato lesivo será hansoku-make direto, além das disposições que possam ser logo aplicadas pelo Diretor Desportivo, Comissão Desportiva e o Representante da FIJ. No caso de um médico responsável por um competidor, durante um combate perceber claramente, especialmente em caso de shime-waza, que a saúde do seu competidor corre sério perigo, poderá chegar à borda da área de competição e chamar os árbitros para que o combate seja interrompido. Os árbitros tomarão todas as medidas necessárias para atender ao médico. Tal intervenção significará conseqüentemente a perda do combate, portanto só deverá ser adotada em casos extremos. Nos campeonatos da FIJ, o médico oficial da equipe deverá ter o grau acadêmico de médico e deverá registrar-se como tal antes do início da competição. Será a única pessoa autorizada a sentar-se na área de competição e deverá, portanto estar identificado com uma braçadeira com uma cruz vermelha. Ao credenciar um médico para a sua equipe, as Federações Nacionais serão responsáveis pelas ações de seus médicos. Os médicos deverão ser informados sobre as alterações e interpretações do regulamento.
ARTIGO 30º - SITUAÇÕES NÃO PREVISTAS POR ESTE REGULAMENTO Quando surgir qualquer situação não prevista por este regulamento, a mesma será analisada e tomada uma decisão pelo trio de arbitragem após consulta à Comissão de Arbitragem.
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OBSERVAÇÃO: Os organizadores do torneio ou campeonato podem especificar nos respectivos regulamentos que ao invés de judogi azul, fita azul, bandeiras azuis e placar azul sejam utilizados somente judogis brancos e, neste caso, o primeiro competidor a ser chamado deverá usar uma faixa diacrítica vermelha além da faixa de graduação, e o segundo competidor a ser chamado deverá usar uma faixa branca além da faixa de graduação, trocando-se a cor azul dos equipamentos pela cor vermelha.
NORMAS PARA SAUDAÇÕES Este ‘Guia de Saudações’ é adaptado do ‘Guia de Saudações da F.I.J. Uma parte da etiqueta do Judô, o rei, é uma tradição que bem reflete o respeito e a disciplina que revestem as atividades deste esporte. O Guia de Saudações, portanto, deve ser seguido de maneira respeitosa.
(Artigo 1) REI INICIAL – Cerimônia de abertura 1. Enquanto os competidores estão formados na área de competição, como última atividade da cerimônia de abertura, todos os árbitros devem estar alinhados, lado a lado, em frente dos competidores e oficiais das equipes, voltados para o joseki. 2. Mediante a ordem do kiotsuke rei, oficiais de equipes, competidores e árbitros saúdam em reverência na direção do joseki. 3. Imediatamente, os árbitros fazem meia-volta, no sentido anti-horário, ficando de frente para os competidores, e mediante o comando de rei, todos se saúdam uns aos outros. 4. Em seguida, em ordem e de acordo com a programação do evento, os árbitros, oficiais de equipes e competidores deixam a área de competição para que o evento tenha início.
Artigo 2) REI FINAL – Cerimônia de encerramento 1. Estando os competidores formados na área de competição, como atividade final da cerimônia de encerramento, os árbitros devem estar alinhados, lado a lado, na frente dos competidores e oficiais de equipes, voltados para joseki. 2. Mediante a ordem de kiotsuke, os árbitros devem dar meia-volta no sentido anti-horário voltando-se para os competidores e ao comando de rei saúdam entre si. 3. Em seguida, os árbitros dão meia-volta no sentido anti-horário voltando-se para o joseki, realizando a saudação final sob o comando de rei. 4. Depois disso, em ordem e de acordo com a programação, os árbitros e competidores se retiram da área de competição, encerrando o evento.
ÁRBITRO CENTRAL E ÁRBITROS LATERAIS Artigo 3) No início do combate individual 1. Antes do primeiro combate de cada sessão do shiai, a primeira equipe de árbitros designada, caminhará ao longo da borda externa da área de competição, em fila única (árbitro lateral – árbitro central – árbitro lateral) na direção de uma posição centralizada, ante a área de competição e de frente para o joseki, para então adentrarem na área de competição. 2. Estando na posição centralizada, na área de competição, na posição de pé, lado a lado, os árbitros saúdam na direção do joseki. 3. A seguir, o árbitro central e os laterais caminham adiante, para a área de perigo, na área de combate, onde se curvam em reverência, uma segunda vez, em direção ao joseki. 4. Ainda na área de perigo, o árbitro central e os laterais se curvam um na direção do outro. O árbitro central dá um passo atrás, enquanto os árbitros laterais se viram para efetuar uma saudação um frente ao outro. 5. Imediatamente, os árbitros assumem as suas posições. O lateral que chegar à sua cadeira primeiro permanece de pé na frente da mesma aguardando o outro lateral e, juntos, sentam-se ao mesmo tempo. O mesmo procedimento deve ser seguido depois de cada conferência. 6. Para o primeiro combate de cada sessão de um shiai, o árbitro central deve assegurar-se de que os dois primeiros competidores cumpram as determinações do artigo 9.2. 7. A primeira equipe de árbitros deve sair da área de competição seguindo os procedimentos de cumprimento do artigo 6. 8. O árbitro lateral que tiver que percorrer a menor distância deverá locomover-se mais lentamente, enquanto o outro deverá caminhar mais rapidamente de modo que ambos os árbitros laterais alcancem o árbitro central ao mesmo tempo para a saudação.
Artigo 4) Árbitro central e laterais seguintes 1. Depois da primeira equipe de árbitros designada para o primeiro combate, todos os grupos subseqüentes de árbitros, antes de assumirem suas posições, devem seguir os procedimentos de cumprimento indicados nos artigos 3.1, 3.2 e 3.5. 2. Cada equipe de árbitros subseqüente, com exceção da última equipe, em cada sessão, deverá deixar a área de competição após a cerimônia delineada no artigo 6.
Artigo 5) Troca de funções entre árbitro central e lateral 1. Após um combate, anunciado o resultado e os competidores tenham deixado a área de competição, se o árbitro central tiver de trocar de posição com o árbitro lateral, deverão aproximar-se um do outro dentro da área de perigo. Estando um frente ao outro devem saudar-se antes de assumir a nova posição. Ao passar um pelo outro o novo central deve caminhar pelo lado de dentro, tomando o caminho mais curto, na direção da posição para o comando de hajime.
Artigo 6) Equipe de árbitros saindo da área de competição 1. Após um combate, assim que o resultado tenha sido anunciado e os competidores tiverem deixado à área de combate, se os árbitros necessitarem sair da área de combate, devem caminhar na direção da borda externa da área de competição. Voltados para joseki, a partir de uma posição centralizada com o árbitro central entre os laterais, devem fazer uma saudação conjunta, na direção do joseki e em seguida sair da área de competição.
Artigo 7) Equipe de árbitros ao final do shiai 1. Após o último combate de cada sessão e depois que o resultado tenha sido anunciado, além de haver cumprido com as disposições do artigo 9.6, o árbitro central e os laterais devem caminhar em direção da área de perigo. Uma vez dentro da mesma, voltados para o joseki, lado a lado, com o árbitro central entre os laterais, devem fazer a saudação em direção ao joseki. 2. Ainda na área de perigo, o árbitro central dá um passo atrás, enquanto os laterais viram-se um para o outro e saúdam-se mutuamente. 3. Os árbitros caminham, então, em direção à borda da área de competição, até uma posição central voltados para o joseki, com o árbitro central entre os laterais, saúdam na direção do joseki e saem da área de competição.
COMPETIDORES Artigo 8) competidores entrando e saindo da área de competição 1. Ao entrar e sair da área de competição, os competidores devem efetuar a saudação dirigida ao joseki.
Artigo 9) Ritsurei entre os competidores Os competidores devem cumprir as diretrizes deste “Guia de Saudações” e com as regras de arbitragem da FIJ. Os competidores que não efetuarem a saudação de acordo com estas diretrizes serão solicitados a fazê-lo. Aqueles que se recusarem, serão reportados ao Diretor de Esportes ou Diretor de Torneios da FIJ. Sob a autoridade dos Diretores do evento o competidor será desclassificado do restante da competição e, no caso de uma competição por medalhas, ele terá sua medalha e/ou colocação anulada. 1. Os competidores devem se adiantar para uma posição central, na borda da área de combate, efetuar a saudação e, em seguida, se deslocar à frente, entrando na área de combate e dirigindo-se para as suas respectivas marcas e saudarem-se. 2. Os dois primeiros competidores de cada dia do torneio, antes de seus combates, devem cumprir com o seguinte procedimento: a) Permanecer de pé e de frente para o outro, através das suas respectivas marcas. À ordem do árbitro central os competidores voltam-se para o joseki. b) Ao comando de rei pelo árbitro central realizam a saudação. c) Os competidores devem voltar-se ficando um de frente para outro novamente, para então seguir a determinação do artigo 9.3. 3. Os dois competidores, permanecendo de pé atrás das suas respectivas marcas, devem saudar-se, simultaneamente, sem ordem prévia e a seguir dar um passo à frente, permanecendo então em posição de pé natural, enquanto aguardam a ordem de hajime do árbitro central. 4. Uma vez encerrado o combate e o árbitro central tenha comandado soremade, os competidores devem ficar de pé à frente de suas respectivas marcas para aguardar o resultado. Os competidores devem, neste momento, estar com os judogis arrumados. 5. O árbitro central dá um passo à frente, anuncia o resultado e em seguida dá um passo atrás. Em seguida ao anúncio do resultado, os competidores devem dar um passo atrás, simultaneamente, e então efetuar a saudação. 6. Os últimos competidores de cada dia de um torneio, após o término de seu combate, devem atender ao seguinte: a) Depois de atenderem os itens 9.4 e 9.5 e mediante indicação do árbitro central para ficarem de frente para o joseki, os competidores devem atender às disposições do artigo 9.2 (a) e (b) e depois o artigo 9.7. 7. Os competidores se dirigem novamente para a posição centralizada, na borda da área de competição, efetuam a saudação e saem da área de competição cumprindo com os dispositivos do artigo 8.
Artigo 10) Competição por Equipes 1. Cada competição entre duas equipes é considerada como uma sessão de um shiai. 2. Antes de iniciar cada combate de equipe, o árbitro central e os laterais devem cumprir com as disposições dos artigos 3.1, 3.2, 3.3 e 3.4 e posteriormente 10.4, 10.5, 10.6 e 10.7 e finalmente 3.5 das presentes diretrizes. 3. Ao final de cada combate de equipe, o árbitro central e os laterais devem seguir as determinações dos artigos 10.9, 10.10, 10.11 e 10.12 destas diretrizes. Em seguida deverão caminhar para a área de perigo, em uma posição central, virados para o joseki e saudarem-se mutuamente. Depois dessa saudação prosseguirão os mesmos com as instruções dos artigos 7.2 e 7.3. 4. Antes que se inicie cada combate de equipes, estando o árbitro central e os laterais alinhados, um ao lado do outro, com o árbitro central no meio e os três voltados para o joseki, às duas equipes deverão saudar-se simultaneamente dentro da área de combate. Em seguida se movimentarão à frente para suas marcas, uma frente à outra, quando o árbitro central ordenará, com ambas as mãos estendidas e viradas para cima que os competidores se voltem para o joseki. Mediante esse gesto, os competidores se voltam para o joseki, permanecendo em fila única. 5. Em seguida o árbitro central comanda rei e os competidores saúdam em direção ao joseki. 6. Imediatamente manda os competidores se virarem uns frente aos outros. 7. Novamente o árbitro central comanda o rei. As equipes saúdam-se entre si e se movem para trás para a borda da área de combate antes de sair completamente. 8. Para cada combate individual, os competidores devem seguir as determinações dos itens 9.1, 9.4, 9.5, 9.6 e 9.7 destas diretrizes. 9. Depois que todos os combates individuais estiverem terminados, as duas equipes se alinham dentro da área de combate, sobre suas marcas, viradas uma para a outra. Os árbitros se alinham um ao lado do outro, com o árbitro central entre os laterais virados para o joseki e para as equipes alinhadas. O árbitro central, então, dá um passo à frente e anuncia o resultado. 10. O árbitro central dá um passo atrás, retornando à posição original e ordena rei. As equipes saúdam uma à outra. 11. Em seguida, o árbitro central com o gesto conforme o item 10.4, manda que os competidores se voltem na direção do joseki, permanecendo em fila única. 12. Imediatamente o árbitro central ordena rei e ao mesmo tempo os competidores saúdam em direção ao joseki. 13. Depois disso, os competidores devem dar um passo atrás na borda da área de combate e saudarem-se. Deve-se esclarecer que antes de sair completamente da área de competição, os competidores devem novamente efetuar a saudação na direção do joseki, a partir da borda da área de competição. 14. Neste momento, na área de perigo, o árbitro central e os laterais fazem à saudação na direção do joseki, saúdam uns aos outros e, seguindo o procedimento estabelecido no artigo 7, caminham em direção da borda da área de competição, até uma posição centralizada, virados para o joseki, com o árbitro central no meio, fazendo a saudação na direção deste e deixando a área de competição.
NOTA A etiqueta de saudação coloca o Judô extraordinariamente destacado dos outros esportes internacionais. Os gestos são de respeito, apreciação e cortesia. O árbitro central e os árbitros laterais têm um papel fundamental em reforçar esta singularidade, assegurando-se que o cumprimento seja feito de acordo com estas diretrizes. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||